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Agora é greve dos (as) técnico-administrativos (as) a partir de 11/03 por salário, carreira, direitos e valorização!

Os (as) trabalhadores (as) técnico-administrativos (as) em educação (Taes) da UFPA, UFRA, UNIFESSPA e UFOPA definiram em assembleias realizadas entre os dias 4 a 5 de março, por amplíssima maioria, pela deflagração da greve da categoria a partir de 11/3.

As bases do Sindtifes-PA compareceram em massa nas assembleias e aprovaram entrar no movimento paredista nacional dos Taes, conforme indicação da FASUBRA. 

A decisão foi tomada devido o governo Lula-Alckmin manter na mesa de enrolação a proposta de reajuste de 0% nos salários dos (as) servidores (as) federais em 2024 e não apresentar nenhum orçamento novo para reestruturação do nosso Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE), propondo apenas a reposição de 9% nos salários, parcelado de duas vezes, 4,5% em 2025 e 4,5% em 2026.

Esta proposta do governo federal é considerada insuficiente pela categoria, porque está longe de repor as perdas salariais de quase 53% que acumulamos de 2010 até agora. Na questão do reajuste dos benefícios sugeridos pelo governo não contempla os aposentados, que são quase 50% de nossa categoria. Além disso, os valores são insuficientes porque estão longe de equiparar com os benefícios recebidos pelos servidores do judiciário.

A categoria sofre ainda com sobrecarga de trabalho pela falta de servidores, avanço da terceirização, assédios, privatização dos Hospitais Universitários e uma série de perdas de direitos.

As assembleias aprovaram também o FUNDO DE GREVE, desconto extra de 1% sobre a remuneração no mês de março de 2024 dos sindicalizados, que servirá para custear as despesas relativas a manutenção da greve, como faixas, despesas de mobilização, despesas do comando nacional de greve, etc.

Além da aprovação do adiamento do II CONSIDTIFES, que seria realizado no início do mês de abril. Ficando sua realização a ser decidida para depois da greve.

 

Precisamos construir uma forte greve dos TAES e impor uma negociação efetiva!

 

É importante que toda a categoria se engaje no processo de greve, participando das reuniões dos Comandos Locais de Greve, que devem ser instalados por universidades e campi. Essas reuniões são abertas a todos que quiserem participar.

A orientação do sindicato é por uma paralisação efetiva dos serviços para fazer valer nosso direito de greve e impactar a sociedade. Sabemos que na maioria dos setores as chefias vão querer impor escalas para que tudo siga funcionando.

Nós avaliamos que as coisas não podem acontecer assim. Qualquer escala que garanta 30% em algum serviço essencial deve ser debatido no Comando de Greve.

As chefias podem propor escalas, mas é o Comando, com a participação da categoria, que vai definir o que de fato é emergencial para funcionar com a escala de 30%.

 

Nossa greve é justa, legal e todos podem participar!

 

A nossa greve é por uma causa justa, queremos ser valorizados e ter a educação federal valorizada pelo governo.

O movimento é legal, está amparado na Constituição Federal do Brasil em seu Art. 9º: “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”.

• Todas as normas e prazos estão sendo respeitados, como a comunicação ao empregador com 72h antes de iniciar o movimento paredista.

 

• Quem está em estágio probatório pode participar normalmente da greve: A simples adesão à greve não constitui falta grave.[Súmula 316.]

• O período do movimento não pode ser levado em consideração para fim de avaliação.

 

Os reitores, através da ANDIFES, lançaram nota em apoio à nossa luta. Exigiremos que não haja perseguição, intimidação, assédios e nem chantagem com cargos para tentar impedir que nossa greve se estabeleça e fortaleça.

 

Lutar pela unificação da greve com professores e estudantes!

 

A Fasubra tem definição de batalhar pela unificação da nossa greve com os professores das Universidades Federais e com os técnico-administrativos e professores dos Institutos Federais, além de também trazer os estudantes para esse movimento, unificando uma pauta em defesa de mais orçamento para as nossas instituições educacionais.

A orientação do Sindtifes-PA é que os Comandos de Greve Locais busquem os docentes e estudantes para atividades conjuntas na perspectiva de que se somem ao nosso movimento efetivamente. A política de desvalorização dos Taes, também desvaloriza os docentes, corta verba das universidades e prejudica a permanência dos estudantes nas IFES.

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