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Confira a nota do Comando de Greve da UFPA sobre o vídeo que espalha com Fake News a respeito do funcionamento do Restaurante Universitário

Confira a nota do Comando de Greve da UFPA sobre o vídeo que espalha com Fake News a respeito do funcionamento do Restaurante Universitário durante o nosso movimento paredista.

Reiteramos nosso chamado para seguirmos lutando por uma educação pública, gratuita e de qualidade. Arraste para o lado e confira nossa nota na íntegra.


Confira a íntegra da nota abaixo:

No último dia 11 de março, os servidores técnico-administrativos da UFPA deflagraram greve em defesa da reformulação do Plano de Cargos e Carreira dos Técnico-Administrativos Educacionais (PCCTAE). Além da reestruturação da carreira, o movimento que é nacional também luta pela recomposição do orçamento das universidades federais, que há dez anos vem sofrendo sucessivos cortes pelos diferentes governos, prejudicando as atividades de ensino, pesquisa e extensão, e as ações de assistência estudantil desenvolvida pelas instituições.

Na UFPA, a greve começou forte, com a adesão de servidores de diversas áreas do conhecimento e setores de trabalho, entre eles o Restaurante Universitário, com a paralisação total das atividades do RU do campus Profissional, em Belém, no dia 12 de março, mesmo com toda pressão e assédio. Porém, por decisão dos próprios trabalhadores e para não prejudicar estudantes hipossuficientes que dependem da alimentação do local, o RU do campus Básico seguiu funcionando normalmente, atendendo a demanda necessária.

Nesse sentido, o Comando Local de Greve dos técnico-administrativos da UFPA foi pego de surpresa com um vídeo de um coletivo estudantil, que circulou neste dia 19 nas redes sociais, e sem qualquer elemento comprobatório e propagando mentiras, acusa os servidores em greve de estarem deixando estudantes com fome e serem os responsáveis por enormes filas no RU do Básico. Estranhamente ou coincidentemente, o vídeo usa os mesmos argumentos da direção da Saest.

Não é de hoje e nem por conta da greve, que as filas do RU são grandes e que os estudantes passam horas para conseguirem fazer sua refeição. Portanto, é desonesto por parte deste coletivo querer atribuir à greve as constantes filas no Restaurante Universitário, ao mesmo tempo em que silenciam diante da inércia da reitoria da UFPA em solucionar os problemas do RU, dos cortes orçamentários e da intransigência do governo federal em negociar com os técnico-administrativos para que as reivindicações sejam atendidas e a greve seja encerrada.

Em vez de atacar uma categoria de trabalhadores, que decidiu coletivamente em assembleia deflagrar greve, este coletivo estudantil deveria se somar nas atividades do movimento grevista, fortalecendo a luta pela recomposição orçamentária das universidades federais, que tem sido atacada de forma ostensiva há uma década. Essa limitação nos investimentos se agravou com o Teto de Gastos de Temer e Bolsonaro e agora continua com o Arcabouço Fiscal do governo Lula, que limita o investimento da educação. E isso pode piorar, caso o ministro Fernando Haddad leve adiante seu projeto de limitar os mínimos constitucionais de investimentos na educação e na saúde.

Portanto, os servidores técnico-administrativos em greve reafirmam seu compromisso com a universidade pública e com a defesa de uma educação de qualidade e inclusiva, com democratização do acesso e permanência nas instituições de ensino, e convida os demais membros da comunidade universitária a fortalecerem essa luta. É a unidade das três categorias que pode pressionar o governo a investir na universidade pública, contribuindo para que a educação transforme vidas e essas pessoas possam transformar a sociedade, a fim de que a fome, que é estrutural e fruto deste sistema capitalista, seja de fato erradicada e não seja instrumentalizada por coletivos oportunistas a serviço daqueles que querem enfraquecer a mobilização da classe trabalhadora. Comando de Greve da UFPA.

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