Sindtifes encerra Seminário de Luta em Defesa da Saúde e Educação Públicas

Foi com o auditório lotado que trabalhadores da saúde, educação e estudantes encerraram o Seminário de Luta em Defesa da Saúde e Educação Públicas, realizado durante o dia de ontem (28), no Centro de Excelência em Eficiência Energética da Amazônia (Ceamazon), da UFPA.

O seminário reuniu 120 participantes que debateram a tentativa do governo Dilma em colocar uma empresa privada, a EBSERH, para administrar os Hospitais Universitários (HUs), com a edição da Lei 12.550/2011. O encontro faz parte das ações que estão sendo programadas em conjunto com sindicatos de trabalhadores da saúde, educação e estudantes, para impedir que a EBSERH se torne a gestora dos hospitais universitários.

 

O Sindtifes lamenta a ausência dos diretores Paulo Amorim, do hospital Bettina Ferro, e Eduardo Leitão, do hospital Barros Barreto que, como gestores públicos de saúde, deveriam colaborar com a construção de um Sistema Único de Saúde de qualidade nos hospitais universitários, bem como o reitor da UFPA, Carlos Maneschy, que também não compareceu.

 

O Sistema Único de Saúde (SUS) é do povo, para servir ao povo, e não ao setor empresarial. Se a EBSERH passar a gerir os hospitais Barros Barreto e Bettina Ferro, os trabalhadores fundacionais, que representam metade da força de trabalho desses hospitais, serão demitidos em massa, pois a EBSERH irá contratar novos servidores. Além disso, o ensino e a pesquisa estarão comprometidos.

 

Os HUs atravessam uma grave crise de infraestrutura: faltam medicamentos, leitos, médicos, enfermeiros, entre outras necessidades dos usuários, que o governo afirma não ter recursos para amenizar a crise. Mas o que vemos são milhões de reais sendo roubados do povo brasileiro com os vários escândalos de corrupção que assistimos na mídia, todos os dias.


Para defender um sistema de saúde gratuito e de qualidade, os organizadores do seminário estão programando uma agenda de atividades que incluem: paralisação nos hospitais para chamar a atenção de servidores e usuários para a gravidade do problema; consulta a toda comunidade universitária, através de plebiscito, para saber se aqueles que constroem a universidade aceitam ou não uma empresa privada administrando o que é do público; formação de comissões em locais de trabalho para discussão do assunto; abaixo-assinado virtual, fóruns e comitês contra a privatização da saúde pública; audiências com conselheiros de saúde do estado e mobilizações junto a associações de bairros, onde reside a camada pobre da população, principal usuária do SUS e uma articulação com a presidência nacional da OAB para derrotar essa estratégia do governo federal de transferir os serviços de saúde e educação nas mãos da iniciativa privada.


O momento é de intensificar as ações contra a EBSERH para avançarmos na luta!


Texto e foto: Rui Pena

 

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