O indicativo de greve votado pelos técnicos administrativos que se reuniram em Assembleia Geral, na manhã de ontem, no Espaço Vadião, aponta para a deflagração da greve, no dia 11 de junho. A participação dos trabalhadores foi grande, evidenciando o crescimento do nosso  movimento. A Assembleia também teve a participação de técnicos administrativos vindos de outros municípios como Bragança e Altamira, e de estudantes da UFPA e UFRA, que manifestaram apoio ao indicativo da greve.

 

 

As inúmeras reuniões e assembleias que já foram realizadas só este ano, na tentativa de negociar com o governo, não resultaram em nada. Em vez de repor as perdas salariais dos trabalhadores que contribuem para a saúde e a educação, o Governo Dilma alega não ter dinheiro para atender às nossas reivindicações e paga a lama de corrupção em que o governo se encontra, como todos estão vendo no caso bicheiro Carlinhos Cachoeira com figuras do Palácio do Planalto. E essa conta cara está sendo paga pelos trabalhadores, que na área da educação pagam com um salário que sofre 100% de perdas e não é atualizado desde 2007. Nunca se viu tanta perda de direitos. Dessa forma, a saída que encontramos é a greve.

 

 

Quem votou ou não no Governo que está em Brasília, agora está vendo o seu descaso com os trabalhadores públicos federais, como nós, técnicos administrativos e o médicos que também foram afetados pela MP 568. Não queremos luxo nem lixo. Precisamos apenas de reajuste salarial de 22,08% com reposição da inflação de 2010 e 2011.

 

 

Hoje, sábado e domingo (1, 2 e 3 de junho) continuam as mobilizações por todo o País até a deflagração da greve no dia 11. Precisamos avançar cada vez mais nessa luta que não é apenas dos trabalhadores da educação, é de toda a sociedade. Não podemos ficar parados. Nossa luta é justa por um salário justo.

 


 

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