Sindtifes, Adufpa e DCE da UFPA questionam previsão de retorno presencial

 

As entidades representativas dos docentes, técnico-administrativos e discentes da UFPA, respectivamente ADUFPA, SINDTIFES e DCE manifestam preocupação com a aprovação pelo CONSUN/UFPA em dezembro de 2020, da Resolução N.1.513 que “adota o sistema de bandeiras para estabelecer diretrizes para a realização de atividades acadêmicas e administrativas durante o período de emergência em saúde pública causada pela pandemia da Covid-19”, posto que o referido documento ainda que, respeite “servidores(as) pertencentes ao grupo de risco”; prevê a possibilidade concreta de retorno presencial, ainda que gradativo, de acordo com as bandeiras avaliadas pelo Grupo de Trabalho Covid19. Sendo assim, está indicado que na bandeira amarela será “Permitido o retorno de atividades que só podem ser desenvolvidas presencialmente, respeitadas as orientações de biossegurança descritas nos Protocolos 1 e 2, e considerando a lotação máxima de até 30% do número de servidores(as) que trabalham no mesmo ambiente, por dia, em turnos alternados de revezamento.”, e na bandeira verde: “Permitido o retorno de todas as atividades, considerando a lotação máxima de 30 a 50% da capacidade do ambiente e o número de servidores(as) que trabalham no mesmo ambiente por dia em turnos alternados de revezamento e respeitando as orientações de biossegurança descritas nos Protocolos 1 e 2.”.


Causa estranheza que tal deliberação de ensino híbrido não faça nenhuma referência à vacinação como o meio mais eficaz de controlar com segurança a pandemia, sobretudo no momento em que vivenciamos no país, uma alta exponencial de casos de contaminação e mortes pelo Coronavírus, já tendo ultrapassado a impressionante marca de 200 mil óbitos; sem que o governo federal tenha sequer um plano de vacinação. Outro ponto diz respeito a maneira apressada com que a reitoria debateu e encaminhou a aprovação da referida Resolução. Perguntamos: como os institutos e faculdades estão debatendo esse possível retorno presencial, escalonado de acordo com as bandeiras? Isso representará efetivamente um aumento da exposição de TA’s sem a elaboração e execução de um plano de ação discutido com o sindicato.


Reafirmamos nossa posição política em defesa da vacinação para todas as pessoas pelo SUS! Parabenizamos a decisão da UFPA em não buscar soluções isoladas que privilegiam grupos ou segmentos, neste caso, nossa comunidade universitária.


Por fim, aproveitamos para cobrar da Reitoria a realização de avaliação do Ensino Remoto Emergencial (ERE), visto que os desafios e impactos, na vida acadêmica, dessa novidade forçada precisam ser devidamente analisados. Reiteramos a defesa da Universidade pública, gratuita, autônoma, democrática, laica, que preserve e se oriente pelo princípio da indissociabilidade entre o Ensino, Pesquisa e Extensão ofertando ensino de qualidade socialmente referenciado que contribua com a formação crítica de sujeitos que não se adaptem; ao contrário, lutem pela transformação do modelo de sociedade desigual, injusto, potencializador da exclusão social de milhões de seres humanos, desprovidos dos bens materiais e culturais, produzidos coletivamente.


#Vacinaparatodos

 

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