Nota de repúdio à matéria veiculada no Jornal Nacional que ataca os servidores públicos

A edição do Jornal Nacional, da TV Globo, do dia 10 de agosto, atacou o funcionalismo público brasileiro a partir da acusação de que o Brasil teria gastado com os servidores federais, estaduais e municipais três vezes mais do que com a saúde. “De cada cinco postos de trabalho formal do país, um é emprego público. Esses servidores federias, estaduais e municipais dos Três Poderes custaram R$ 928 bilhões em 2019”, afirmou o conglomerado de comunicação.


Segundo a matéria, os dados mostram que, em 2019, os gastos com o funcionalismo público representaram quase 14% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a saúde pública recebeu menos de 4%. A base das informações é de um estudo do Instituto Millenium com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). A escolha da fonte já demonstra a serviço de quem está o discurso, que é proferido no momento em que Bolsonaro e seu ministro da economia, Paulo Guedes, dizem que é necessária uma reforma administrativa.


O governo quer diminuir cargos e servidores, aumentar as contratações temporárias, acabar com gratificações, promoções, adicionais por tempo de serviço e até mesmo o fim da estabilidade no emprego. Essa reforma também tem apoio do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM).


O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no entanto, desmonta o mito neoliberal de que o país teria excesso de servidores. Nem mesmo comparado com outros países o Brasil tem um número de servidores exagerado, sequer os gastos com a folha estão fora do padrão civilizado do mundo capitalista, assegura o órgão de pesquisa em matéria da Rede Brasil Atual.


“Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), em 2017 foram investidos 4,6% na folha de pagamento da União. Em 2005, a relação foi de 3,8% e, em 1995, de 5,4%. Essa breve série histórica demonstra que os números, que incluem os investimentos na folha dos três poderes e também de órgãos federais como empresas, fundações e autarquias, estão sob controle. Sem deixar de considerar que o PIB depende de políticas que promovam desenvolvimento econômico”, afirma a Rede Brasil Atual.


O Sindtifes repudia a matéria editada pelo Jornal Nacional e o estudo a serviço de Bolsonaro e dos governos que querem destruir os serviços públicos. Chamamos o conjunto dos servidores públicos federais, estaduais e municipais para cerrar fileiras contra essa política de destruição dos serviços públicos através da reforma administrativa destruidora que querem implementar.

 

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