Nota de Repúdio: Gestão Bolsonarista da UFRA nomeia interventora para o campus de Tomé-Açu

A comunidade acadêmica da UFRA foi surpreendida esta semana com a nomeação de uma interventora (não eleita) pela reitoria para a Direção do campus de Tomé-Açu.


Tal medida representa um brutal ataque contra a autonomia e a democracia universitária, um retrocesso que nos faz caminhar para os tempos sombrios da ditadura militar.

 

Para nomear a interventora, a justificativa usada pela gestão bolsonarista da UFRA foi a edição da MP (Medida Provisória) 914/19, publicada em 24 de dezembro de 2019, a qual impõe o peso de 70% para o votos dos docentes nas consultas à comunidade acadêmica, nos processos de escolha dos reitores. Além disso, acaba com as eleições para dirigentes das unidades acadêmicas, como Coordenação de curso e Direção dos Campi e Institutos.


Esta MP, flagrantemente inconstitucional, sequer tem previsão de ser votada no Congresso Nacional em seus 120 dias de vigência.


Trata-se de mais uma medida que visa atacar as universidades públicas e a democracia em nosso país. Só no ano passado, Bolsonaro nomeou 7 interventores para reitores de universidades federais no país. Como se já não bastasse a convocação de manifestação para fechamento do STF e do Congresso e as ameaças de edição de um novo AI-5.


O SINDTIFES-PA repudia a MP 914/19 e a nomeação da interventora (dirigente não eleita, biônica) para a direção do campus de Tomé-Açu, assim como de qualquer outra nomeação que não esteja legitimada pelas praticas democráticas tradicionais.


Conclamamos toda a comunidade ufraniana a paralisar no dia 18/03 e ir para as ruas contra o governo Bolsonaro e em defesa da democracia, dos direitos sociais e dos serviços públicos.


SINDITIFES-PA

06/03/2020

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