Sindtifes apoia greve dos petroleiros e defende unidade dos trabalhadores

A greve dos petroleiros segue forte e crescendo, desde o dia 1 de fevereiro. No entanto, desde o início o movimento vem enfrentando a intransigência da gestão da Petrobrás e também do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que através do ministro Ives Gandra Martins Filho, determinou que a greve não ocorresse, sob ameaça de multa milionária aos sindicatos.


O dissídio de greve pode ser julgado a partir desta segunda-feira, 17. Por isso, o Sindtifes declara apoio público aos companheiros da categoria paralisada para promover pressão no tribunal, pois entendemos que o desfecho desse movimento é de fundamental importância para a continuidade das lutas da nossa classe.


A Petrobrás tem adotado práticas antisindicais enviando cartas nas residências dos trabalhadores e trabalhadoras, coagindo-os para que encerrem o movimento grevista e voltem imediatamente ao trabalho. Não aceitaremos perseguições e nenhum tipo de coação contra os petroleiros.


Dentre as medidas denunciadas na greve, estão a privatização de diversas áreas da companhia, como a BR Distribuidora e Liquigás (já vendidas), além de 8 refinarias e 12 terminais, 2 termelétricas e dezenas de outros ativos que estão em processo de privatização. Além disso, foi anunciado em janeiro o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná, resultando na demissão de 1.000 empregados diretos e terceirizados.


Na última sexta-feira (14), em ação de denúncia da política de alinhamento dos preços dos combustíveis e gás de cozinha ao mercado internacional (“paridade de preço de importação”), oSindicato dos Petroleiros (Sindipetro) realizou a venda de 200 botijões gás de cozinha a R$ 40, que seria aproximadamente o preço que cobriria o valor de custo de produção da Petrobras mais as despesas de envase e distribuição até o consumidor final. Força aos companheiros!

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