Sindtifes aprova paralisação nacional no dia 18 de março para barrar as reformas de Bolsonaro

A primeira assembleia geral de 2020, realizada nesta terça-feira, 11, no hall da Reitoria da UFPA, decidiu pela construção da paralisação nacional do próximo dia 18 de março. Além de debater a conjuntura nacional e entrar em consenso sobre a necessidade de mobilizações para barrar os planos do governo, os trabalhadores reafirmaram o estado de greve decidido no fim do ano passado.


Os técnicos estabeleceram também a diretriz de que uma greve geral seja deflagrada no Pará caso as categorias da educação e do funcionalismo público federal decidam paralisar conjuntamente por tempo indeterminado. A paralisação do dia 18, de acordo com determinação nacional, tem como pauta principal o combate ao “Plano Mais Brasil”, composto por três Propostas de Emenda à Constituição (PEC): PEC Emergencial (PEC 186/2019), PEC dos Fundos (PEC 187/2019) e PEC do Pacto Federativo (PEC 188/2019), que já começaram a tramitar no Senado e estão em análise pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).


De acordo com o coordenador de Comunicação do Sindtifes, William Mota, apesar de Bolsonaro ser o presidente com menor popularidade no primeiro ano de mandato em comparação com Fernando Henrique Cardoso, Dilma e Lula, a porcentagem de 33% de pessoas que apoiam o governo fielmente faz com que se torne urgente a necessidade de disputar a opinião pública pelos sindicatos de trabalhadores. “Com essa quantidade de pessoas que é fiel (a Bolsonaro), o governo é levado a radicalizar as posições, para não perder o apoio. É por isso que temos que intensificar a mobilização”, afirmou.


A reforma administrativa, que ainda não foi apresentada, junto ao pacote das PEC´s, tem como justificativa o ajuste fiscal e a redução do tamanho do Estado, sob o eixo de um pretenso controle orçamentário, que serve para contenção dos investimentos em políticas públicas, principalmente nas áreas sociais, seguindo a fórmula do projeto neoliberal, do qual o Ministro da Economia Paulo Guedes é fiel seguidor.


Além da paralisação do dia 18 de março, a assembleia também decidiu pela participação das mobilizações do Dia Internacional da Mulher (8 de março) e pelo apoio à greve dos petroleiros. Os trabalhadores decidiram ainda que realizarão visitas em suas unidades de trabalho, marcarão reuniões, para que a mobilização para o dia 18 seja um sucesso.

 

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