No Pará, a Greve Nacional da Educação demarca a posição dos trabalhadores

A certeza de que é necessário defender a universidade pública pautou as atividades da Greve Nacional da Educação no Pará, nos dias 2 e 3 deste mês. No primeiro dia, no Campus Guamá, da UFPA, foi realizada a ação denominada “Povo Consciência”, no Mirante do Rio. O Sindtifes e organizações do Movimento Estudantil distribuíram material informativo e conversaram com a comunidade que circula pela UFPA sobre o momento atual do país.


Na UFRA, também no dia 2, os estudantes foram surpreendidos com a presença de uma viatura da Polícia Federal (PF) que portava uma liminar judicial determinando, sob pena de multa de R$ 10 mil, a dissolução do piquete de greve do movimento. A ação foi provocada pela Reitoria da UFRA, em mais uma atitude que evidencia a sua política de judicialização dos conflitos com movimentos sociais.


O segundo dia de greve foi marcado por um ato público iniciado às 17h, no Mercado de São Brás. Ainda que tenha sido realizado na mesma semana em que o Governo Federal anunciou a liberação de parte do orçamento das universidades públicas, a Greve manteve sua relevância e importância. “Nosso objetivo principal é a luta contra o programa Future-se, do Ministério da Educação, que quer mudar o mecanismo de financiamento das universidades e privatizar. Por todo o país, 25 universidades já disseram não”, relata Marcos Soares, da Coordenação Geral do Sindtifes.

 

Norberto Marques, servidor da UFPA e filiado ao sindicato, que participou do ato em São Brás, entende que a defesa das instituições públicas de pesquisa deve ser a pauta mais importante a ser propagada pelo funcionalismo. “O Bolsonaro disse na campanha que ele defendia a soberania nacional, mas quando o governo ataca a pesquisa da universidade nacional, ele acaba atrelando o desenvolvimento do país aos estudos e ao projeto político de outros países. Precisamos defender a universidade pública brasileira”, conclui.

 

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