A falta de transparência no Hospital Universitário Barros Barreto

Apesar do desempenho da Ouvidoria do Complexo Hospitalar Universitário (CHU) ter sido comemorado em matéria jornalística publicada no portal da UFPA, os números demonstram que não há motivo para festejar. É o que afirma uma servidora do hospital Barros Barreto em depoimento ao Sindtifes, que preferiu não se identificar.


“Essa (a falta de transparência) é a marca mais forte de Paulo Amorim à frente do complexo hospitalar da UFPA. A falta de transparência pode ser mensurada em números ao se observar o Painel da Lei de Acesso à Informação”, afirma em texto.


De acordo com a funcionária pública, acessando o Painel de Acesso à Informação é possível perceber que de 2014 até 2019, a Ouvidoria da CHU recebeu 103 pedidos de informação, demorando em média 193,93 dias para responder, o que a coloca em último lugar no ranking de tempo de respostas, apesar das poucas solicitações.


“Observando os mesmos anos que a matéria da assessoria de comunicação do Complexo, 2018 e 2019, vê-se que no ano passado foram 32 pedidos e o tempo médio de resposta foi de 253,2 dias, ficando na posição 301/303. Este ano foram registrados 18 pedidos, tendo o tempo médio de resposta realmente caído para 56,81 dias, mas deixando o CHU em último lugar no ranking. Ou seja, não há o que comemorar”, critica.

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