Como a reforma do Governo prejudica a população idosa?

É com espanto no rosto que a cozinheira Ana Pantoja, uma das vendedoras do famoso “Veropesinho” do Campus Básico da UFPA, em Belém, descobre que o tema da entrevista é a Reforma da Previdência. Com anos de trabalho doméstico, ela começou a trabalhar fora de casa apenas depois dos 33 anos de idade, por isso possui muitas dúvidas. Aos 61, a aposentadoria é uma preocupação.


“Para falar a verdade, a maior parte da população está perdida. O que eu sei é que com a idade que estou, aos 61, eu já poderia me aposentar pela regra atual”, afirma. Se a nova proposta passar, no entanto, a idade mínima para as mulheres será de 62 anos. Logo, em um futuro próximo, mulheres como dona Ana terão que trabalhar mais.


Para idosos de baixa renda e batalhadores, assim como a vendedora, o Governo propõe um ataque explícito e cruel: fazer com que o Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado à população idosa mais pobre, passe de um salário mínimo (R$ 998), como é hoje, para apenas R$ 400 para as pessoas entre 60 e 70 anos. Depois dos 70, passariam a ter direito a um salário mínimo.


Você acha isso um absurdo? Para barrar a reforma e defender os direitos conquistados pela população brasileira, as centrais sindicais já marcaram a data para a Greve Geral. Vamos todos juntos, no dia 14 de junho, dizer em alto e bom som qual é o país que queremos.

 

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