Precarização do Barros Barreto atinge os serviços e a população

 

O Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes-PA) manifesta preocupação e revolta com a interrupção de alguns serviços do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB) De acordo com matéria veiculada nesta quinta-feira, 20, o motivo para a paralização das seis cirurgias diárias do hospital foi a falta de materiais básicos, como insumos.


Ainda segundo o site jornalístico, “o anúncio da crise foi feito por meio do memorando interno 87/2018, encaminhado pela Gerência de Enfermagem de Apoio à Cirurgia para a Chefia do Serviço de Cirurgia do Barros, na última terça-feira (18), que a reportagem teve acesso”. O Sindtifes afirmou que a situação já havia sido relatada e que as cirurgias eletivas (sem risco de morte) estão suspensas e deverão ser acionadas ao Ministério Público do Estado (MPE).


“O fato é que está muito nítido que o hospital está numa situação de penúria muito grande. A situação é que o governo federal não está investindo. O orçamento do hospital é muito minguado”, afima o coordenador de comunicação do sindicato, Wiliam Mota. Outra dificuldade impactante à realização de cirurgias, de acordo com o documento divulgado pelo Complexo Hospitalar, é o número reduzido de elétrodos ativos (caneta de bisturi) para o uso nas eletrocirurgias.

EBSERH

Na visão do sindicato, essa situação é produto da nova gestão do hospital, que, além do Bettina Ferro, deixou de ser administrado pela UFPA em 2013 e passou à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), instituição pública de direito privado vinculada ao Ministério da Saúde do Governo Federal. Taís Ranieri, da coordenação geral, demarcou em entrevista o caráter de atuação da empresa.


"A Ebserh instituiu essa metodologia de terceirização de serviços, vários funcionários que trabalhavam lá estão sendo remanejados e ainda não foi organizado o processo licitatório. Os funcionários da lavanderia do hospital, que têm os equipamentos, não estão mais fazendo a lavagem de roupa, que é feita fora do hospital, gerando maior gastos aos cofres públicos e, ainda assim, não está dando conta da demanda", afirmou a coordenadora.

 

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