UFPA, UFRA, UFOPA e UNIFESSPA paralisam atividades contra governo Temer

 

 

Os servidores da UFPA, Ufra, Ufopa e Unifesspa paralisaram suas atividades durante todo o dia nesta sexta-feira, 10. Em Belém, Santarém e Marabá, os técnico-administrativos em educação protestaram pela revogação da reforma trabalhista, pelo fim da PEC 55, contra a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a reforma do Ensino Médio.


Na capital paraense, um ato teve início às 8h, na avenida Presidente Vargas, em frente ao Hotel Princesa Louçã, onde uma audiência pública sobre a BNCC, organizada pelo Ministério da Educação (MEC), seria realizada. Após protestos, a audiência foi cancelada. 900 manifestantes estiveram presentes, entre servidores públicos federais, professores da rede pública e estudantes. Um dos principais alvos dos ativistas foi a ameaça de cortes das bolsas de pós-graduação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).


William Mota, coordenador de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes- PA), considerou acertada a decisão de unificar a paralisação dos técnicos das universidades com o ato dos educadores e estudantes. Segundo ele, o dia cumpriu o papel de demarcar a posição contrária da população à política de diminuição de investimentos na área da educação. “Mostramos ao MEC que não vamos aceitar que a educação seja tratada dessa forma, com ataques como a corte de verbas da pesquisa, a reforma do ensino médio e o sucateamento das universidades”, afirmou.


De acordo com o coordenador, as paralisações nas quatrouniversidades do Pará foram completas. Na UFRA, os portões foram fechados às 6h. Para Terezinha Nunes, da coordenação de assuntos jurídicos, o importante dos protestos é o processo de conscientização da população. “É necessário que a gente se conscientize, e informe nossos companheiros que não estão aqui, de que o momento é muito grave”, destacou. Terezinha denunciou também as condições precárias porque passam os hospitais universitários da UFPA, onde, segundo a sindicalista, faltam leitos e medicamentos.

 

 

comments

Links importantes