Trabalhadores do Barros Barreto debatem acórdão do TCU e paralisação nacional

A carga horária de 30 horas semanais é uma conquista dos trabalhadores do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB). Na manhã desta terça-feira, 29, o assunto voltou a ser ressaltado em reunião realizada junto ao Sindtifes no auditório do hospital. Os trabalhadores convocaram a reunião devido a preocupações em torno do acórdão 2729/2017, do Tribunal de Contas da União (TCU), publicado na última sexta-feira, 25.

De acordo com o advogado Flávio Josino, representante da assessoria jurídica do Sindtifes na reunião, o documento estabelece que o Adicional de Plantão Hospitalar (APH) seja aplicado a partir da 41º hora de trabalho. Isso significaria que apenas a carga horária de 40 horas semanais seria considerada regular, desconsiderando a regulação do Barros Barreto. Durante a manhã, o advogado esclareceu o caso para os técnicos presentes.



“Na verdade, o hospital nem foi acionado diretamente ainda. Esse acórdão se refere a hospitais do Rio de Janeiro e de Brasília. A regra que vocês cumprem aqui está dentro da lei. Vamos tomar as medidas judiciais caso os direitos de vocês sejam violados”, disse Josino. Após compreendida a questão, os trabalhadores decidiram cobrar da administração do Complexo Hospitalar EBSERH, que inclui também o Hospital Bettina Ferro, uma posição oficial sobre o acórdão do TCU. No dia 6 de junho, será realizada uma nova reunião para refletir sobre a comunicação da direção.



Paralisação Nacional

A reunião encaminhou também a confirmação de que os trabalhadores do Barros Barreto participarão da paralisação nacional que ocorrerá no dia 7 de junho. O movimento é um dos pontos do plano nacional de luta decidido pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) em seu último congresso, realizado entre os dias 6 e 11 de maio em Poços de Caldas.



 

“O principal objetivo da paralisação é chamar atenção para a nossa campanha salarial. Nossos salários estão defasados desde 2015”, informou em entrevista o coordenador do Sindtifes, Cleber Coelho. O governo federal admite que o aumento pode ocorrer apenas em 2020. “Por isso, se não houver negociação, é possível [realizarmos] uma greve geral unificada”, afirmou ainda Cléber. Foram confirmadas paralisações em diversas capitais do país.

 

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