Sindtifes realiza debates na UFRA e na UFPA sobre assédio moral e sexual

O dia 2 de maio é o dia nacional de combate ao assédio moral. Em alusão à data, o Sindtifes incluiu também o tema do assédio sexual e realizou uma programação de debates durante os dois turnos desta segunda-feira, 21.

 

Na UFRA, a atividade teve início às 9h, no bloco de sala de aulas da instituição, e foi até às 12h, com esclarecimentos e reflexões. Na UFPA, o debate ocorreu no auditório do Capacit, entre 16h e 18h.


A psicóloga Laura Nogueira, da Fundacentro do Pará, e a advogada Roberta Dantas, da Assessoria Jurídica do Sindtifes, conduziram a roda de debates e trouxeram colocações importantes sobre a caracterização do assédio na sociedade brasileira. Para Laura Nogueira, não se trata de uma prática nova, mas que vem se agravando cada vez mais devido ao projeto neoliberalista de sociedade em curso no Brasil.


“Precisamos parar de achar que o assediador é alguém que tem alguma inclinação para ser assim. O assédio moral é um problema organizacional, que pode ser encontrado em todos os tipos de organização hoje”, afirmou a psicóloga. De acordo com ela, o ideário neoliberal tem causado a corrosão dos vínculos sociais e afetivos e a predominância do individualismo, o que torna ainda mais difícil o combate ao assédio moral.


A ineficiência da legislação do país para enfrentar o problema foi um dos pontos demarcados pela advogada Roberta Dantas. A assessora jurídica do Sindtifes disse que a lei no Brasil é feita para beneficiar os mais poderosos e, assim, muitas vezes, os assediadores. “O assédio moral é uma prática política. Ela ocorre muitas vezes sem que o gestor perceba e tem como objetivo prejudicar o ambiente de trabalho para destruir o serviço público”, afirmou ainda.


Na UFRA, a assistente social Amanda Lima ressaltou a importância da roda de debates para o trabalhador que é vítima de assédio moral. “Após o assédio, a pessoa depara com um sentimento de isolamento, como foi dito. Espaços de partilha como esse são fundamentais para que a gente se sinta mais fortalecidos e unidos para vencer o assédio”, elogiou.


Na UFPA, além das explanações de Laura Nogueira e Roberta Dantas, o debate contou também com a presença da psicóloga Jeisiane Lima Brito, da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da UFPA (PROGEP/UFPA). Jesiane, que possui também experiência acadêmica no Programa de Pós-graduação em Teoria e Pesquisa do Comportamento (PPGTPC), reforçou a importância de reuniões e eventos como esse organizado pelo sindicato.

 

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