Técnicos decidem pela suspensão da greve na UFPA e construção de Greve Geral em fevereiro

Os técnicos-administrativos da Universidade Federal do Pará (UFPA) realizaram assembleia geral nesta quinta-feira, 14, e decidiram em votação suspender a greve, que já estava em vigor desde o dia 10 de novembro. Os servidores retornarão ao trabalho a partir do dia 20 de dezembro, mas se comprometeram a continuar a luta contra a reforma da Previdência do governo federal e em defesa das carreiras do funcionalismo público brasileiro.


No dia 7 de dezembro, em assembleia geral, os técnicos-administrativos da UFPA votaram pela manutenção da greve. Uma semana depois a decisão foi modificada e, por 40 votos a 32, os trabalhadores consideraram a suspensão da greve como a melhor decisão a ser tomada. A greve foi orientada pela Federação dos Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), em todo o país, e tinha como um dos objetivos o início de uma greve geral com todas as categorias de trabalhadores, o que não ocorreu.


A suspensão da greve, no entanto, não representa um recuo dos trabalhadores na luta contra os ataques do governo de Michel Temer. De acordo com a coordenação geral do Sindtifes, o momento é de concentrar os esforços para construir uma resistência ainda mais intensa. No primeiro semestre de 2018, outras mobilizações conjuntas serão convocadas. “Ganhamos fôlego para rearticular a luta! Em fevereiro é greve geral para derrotar a retirada de direitos”, convoca Taís Ranieri, da coordenação de comunicação do sindicato.


Votação adiada

 

Depois de muito vai e volta e desencontro de informações sobre a votação ou não da Reforma da Previdência ainda este ano, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia anunciou nesta quinta-feira (14) que a votação ficará mesmo para o ano de 2018, em 19 de fevereiro. No entanto, para a coordenação da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) é importante “manter a mobilização, não baixar a guarda e seguir com a pressão.  Esse recuo, fruto da pressão dos trabalhadores, nos dá fôlego para continuar com mais força e retirar de vez essa reforma”.

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