Carta dos Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) à sociedade

Prezad@s,

No dia 10 de novembro, nossa categoria deflagrou GREVE NACIONAL por tempo indeterminado e queremos explicar os motivos que nos levaram a tal extremo.

Desde 2016 a classe trabalhadora e a juventude têm organizando a resistência contra os retrocessos impostos pelo governo ilegítimo e seu congresso corrupto. Ocupamos as universidades contra a “PEC do fim do mundo”, hoje Emenda Constitucional nº 95/16, que congela por 20 anos os orçamentos da saúde, educação e demais áreas sociais. Paramos o Brasil na GREVE GERAL de 28A e seguimos lutando contra as reformas do ensino Médio e Trabalhista; o corte de verbas das universidades; o Programa de Demissão Voluntária – PDV (MP 792/17); a recente MP 805/17, que significa, na prática, redução salarial; o Projeto de Lei de demissão por avaliação negativa (PLS 116/17); a Reforma da Previdência (PEC287/16); a desestruturação das carreiras públicas; etc.

Para justificar os ataques, os corruptos que governam o país e operam grandiosos esquemas de corrupção com as verbas públicas, dizem que é necessário retirar direitos. Nesta lógica, reforçam o mito de que os servidores públicos são “privilegiados”, portanto, responsáveis pelo rombo nas contas públicas. Ora vejam só! Eles nos roubam e ainda tem a cara de pau de nos acusar pelo prejuízo!

Infelizmente, nossos direitos vêm sendo golpeados e, ao longo de 2017, o movimento acabou se desarticulando... Paira certo desânimo e falta de esperança de que algo possa ser revertido... Nós TAEs, por outro lado, tivemos a ousadia de tentar retomar o processo de mobilização e, através de nossa GREVE, esperamos que outras categorias também se levantem contra tantas injustiças e crueldades. NOSSA GREVE É POR DIREITOS! E não apenas por reajuste salarial ou benefícios que digam respeito somente a nossa categoria. PARAMOS PARA LUTAR em defesa dos serviços públicos, em especial dos hospitais universitários e do ensino público, gratuito e de qualidade.

A população paraense não pode permitir que as universidades sejam desmontadas! Além de centros de formação superior, estes órgãos oferecem serviços essenciais, como os Hospitais Universitários da UFPA – o Barros Barreto (HUJBB), com dezenas de leitos interditados, e o Bettina Ferro (HUBFS), que acabou com exames de mamografia e endoscopia – e o Hospital Veterinário (HOVET) da UFRA, que cobra taxas para sustentar a realização de consultas e exames... Não podemos nos calar diante do sucateamento, falta de materiais e infraestrutura precária!

Portanto, essa luta não é somente dos TAEs e sim em defesa dos interesses de toda sociedade que busca nas Instituições de Ensino Superior e Hospitais Universitários um serviço público, gratuito e de qualidade. Por isso, contamos com a compreensão e solidariedade de tod@s com nossa GREVE e convidamos para que venham fortalecer as mobilizações conta a retirada de direitos!

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