UFPA, Ufra, Ufopa e Unifesspa avaliam greve dos técnicos-administrativos em assembleias

Os técnicos das universidades federais do Pará realizaram assembleias nesta semana para avaliar a greve nacional e encaminhar seus posicionamentos diante da deflagração do movimento. UFPA e Ufra aderiram à greve no dia 10 de novembro e seguem mobilizadas em seus comandos locais para consolidar suas pautas. Na Unifesspa, em Marabá, o movimento iniciará no dia 21 de novembro e na Ufopa, em Santarém, a categoria decidiu por entrar em estado de greve e desenvolver atividades de discussão e formação política.

 

A UFPA realizou sua assembleia nesta quinta-feira, 16, com início às 11h, no hall do prédio da reitoria. A pauta local de greve foi o principal ponto tratado. Onze tópicos foram acordados ao fim: não ao corte de ponto, 30 horas de trabalho, combate ao assédio moral e sexual, capacitação e qualificação, mais um representante no Conselho de Administração (Consad), plano de saúde, eleição para a Comissão Interna de Supervisão (CIS) do plano de carreira, creches universitárias, revogação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), manutenção e garantia de emprego aos trabalhadores Fadesp e solicitação de uma nova estatuinte da universidade para propor a paridade nos conselhos.

 

Os trabalhadores da Unifesspa entrarão na greve na próxima semana, seguindo a orientação da Fasubra, com o intuito de reforçar a luta contra os ataques do governo ao funcionalismo público, via reforma trabalhista e reforma previdenciária, mas também de lutar por pautas internas. São elas a posição contrária ao corte de ponto dos técnicos que decidirem participar da greve e a luta pela adesão ao regime de trabalho de 30 horas semanais. Na Ufopa, além da decisão pelo estado de greve, foi formada uma comissão que elaborará um debate especifico com os candidatos a reitor junto ao corpo dos técnicos.

 

Em todo o país já são 30 instituições federais de ensino em greve, 16 em estado de greve, 18 não aderiram e 12 realizarão assembleias.. A categoria iniciou a greve nacional em defesa da carreira (PCCTAE), pela negociação salarial, nenhum direito a menos e a revogação do Plano de Demissão Voluntária (PDV).

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