Há muitos ataques à vista no ano novo. O futuro presidente Jair Bolsonaro e seus ministros prometeram uma reforma da previdência inspirada no modelo chileno, que na prática vai impedir o acesso à aposentadoria de milhões de trabalhadores. Um dos lemas mais importantes do ano novo será “ninguém larga a mão de ninguém”, principalmente em relação às liberdades democráticas e também no que se refere aos segmentos da sociedade que mais sofrem com a violência e a opressão (de gênero, de raça, étnica, de orientação sexual e outras formas).


A primeira grande batalha de toda a classe trabalhadora será a defesa da previdência pública. O SINDTIFES-PA convoca desde já toda a sua base para que se engaje nas mobilizações e faz um chamado às centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais para que construamos um forte plano de lutas e uma greve geral.


Outra importante frente de resistência será contra as privatizações das empresas públicas e de nosso patrimônio natural. Defender a Petrobrás, a Eletrobrás, os Correios, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e as riquezas naturais será um dos maiores desafios. O presidente pode bater continência pra bandeira dos EUA, mas nós que sofremos com a privatização da CELPA e da Vale não vamos deixar que nosso patrimônio seja rapinado por esse governo entreguista.


Para as universidades públicas, Bolsonaro falou que pretende nomear os próximos reitores, acabando assim com as eleições e consultas internas nas universidades federais. Um brutal ataque à autonomia e à democracia universitária. Paulo Guedes, futuro Ministro da Economia e réu por acusações de fraudes em fundos de pensão, já declarou que pretende acabar com a estabilidade garantida pelo Regime Jurídico Único aos servidores públicos e instituir um ‘carreirão’ que nivela por baixo nossos salários e benefícios. Isso tudo, sem contar a herança maldita deixada por Temer, como a Instrução Normativa do Ponto Eletrônico, o arrocho salarial, o corte de verbas e o déficit de vagas nos concursos públicos.


Haverá outras grandes batalhas, como a luta pela manutenção do Ministério do Trabalho, a defesa dos direitos trabalhistas- que o futuro governo tentará retirar através da criação da carteira de trabalho verde e amarela- as lutas em defesa da Amazônia, da reforma agrária e dos povos tradicionais contra a destruição ambiental e o genocídio das populações tradicionais.

 

Precisamos nos unir e nos fortalecer nas lutas contra o machismo, o racismo, a Lgbtfobia, a xenofobia e toda forma de opressão. Não deixaremos prevalecer a censura, o fundamentalismo, o ódio e o irracionalismo contido em propostas como o “Escola sem partido”, recentemente derrotado no Congresso, mas que poderá retornar ano que vem. Em 2019, vamos à luta unidos defender os serviços públicos, nossos direitos e a democracia!


Coordenação Geral do Sindtifes

Belém, 21 de dezembro de 2018

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