Qua, 20 de Julho de 2011 16:12

Desde 2007 o governo assinou um termo de compromisso de instalação de uma mesa de negociação para resolver os problemas pendentes do plano de cargos dos técnicos administrativos, que não foram resolvidos até este ano e que continuam na pauta desta campanha salarial. A atual campanha foi lançada em fevereiro e somente em abril, após três grandes manifestações em Brasília, as entidades foram recebidas pela Ministra Mirian Belchior. Entre maio e junho fomos enganados numa suposta “negociação”.  

O governo Dilma (PT/PMDB) segue aplicando medidas contra os trabalhadores e contra o serviço público. Os Projetos de Lei de congelamento salarial (PL 549), de demissão por insuficiência de desempenho (PL 248) e que ataca a aposentadoria integral (PL 1992) continuam tramitando no congresso. Sem falar da MP 520 que se transformou no PL 1749/2011, que privatiza os Hospitais Universitários, que tramita em caráter de urgência.
Na mesa de enrolação o governo declarou que “não haverá concessão de reajuste para nenhuma categoria”. Nós precisamos de reajuste agora porque a inflação tem corroído nossos rendimentos.

Os servidores das universidades estão dando um exemplo de como enfrentar a política neoliberal de Dilma e Temer.  O governo exige o fim da greve para começar a negociação, contudo os setores do funcionalismo que não estão em greve não conseguiram garantir nenhuma negociação, inclusive a reunião marcada com as entidades para o dia 15/07 foi transferida para o dia 21/07, demonstrando ausência de seriedade do governo para com os servidores federais. Os servidores do judiciário tiveram a mesma atitude e deflagraram greve nacional.

A crise política do governo e a retomada das greves indicam que estamos no melhor momento para derrotar o arrocho salarial e conquistar nossa pauta. O novo governo envelheceu rápido e passa por uma crise decorrente das maracutaias descobertas no governo. Além disso, ocorrem lutas radicalizadas como a rebelião de Jirau e a greve dos bombeiros do RJ. Nas lutas é preciso forjar uma nova direção, pois a presença de um sindicalismo atrelado ao governo emperra nossa luta. O atrelamento da direção majoritária da FASUBRA com o projeto Lulista impede o avanço da mobilização. Nas universidades, a greve só saiu depois da rebelião das bases frente às várias traições da direção governista que conduz a FASUBRA.

    Historicamente, os sindicatos de base acatavam as orientações do Comando Nacional de Greve (CNG). Nessa greve vimos uma quebra da unidade por conta da conduta leviana de um setor de dirigentes sindicais (tribo/PT e PCdoB) que por apoiarem o governo, não seguiram as orientações e deliberações da base da categoria que clamou pela continuidade da greve.

A permanência na greve foi uma vitória da categoria que veio das bases das universidades e colocou o governismo contra a parede. Após a decisão das bases, o setor Tribo/PT e PCdoB se retirou do processo grevista e tenta de todas as formas enfraquecer e derrotar a luta da categoria.

    Na UFPA, o que se viu foi a ausência total do grupo Tribo do processo de mobilização e   construção da greve. Esse setor só participa das assembléias para defender o governo, a reitoria e a retirada da greve, fazendo jus aos cargos de direção (CD) e aos empregos comissionados que eles ocupam juntamente com seus familiares. Eles ocupam cargos de chefia nos vários setores da Universidade e dos Hospitais Universitários. Defendem claramente seus interesses pessoais em detrimento dos interesses da nossa categoria que por eles pode amargar dez anos de congelamento salarial, já que suas gratificações estão garantidas. Mas, a revelia da postura desse setor, a greve segue forte no país inteiro. E só assim, com a força de luta dos servidores, será possível derrotar os projetos de Dilma!

 

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