Qua, 20 de Julho de 2011 16:08

PORQUE NÓS, TÉCNICOS-ADMINISTRATIVOS DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS, ESTAMOS EM GREVE

    Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Pará, Universidade Federal do Oeste do Pará e Universidade Federal Rural da Amazônia, decidiram no dia 06 de junho de 2011, através de Assembleia Geral do SINDTIFES, aderir ao movimento grevista nacional.
 
    Isto porque a educação em geral e a universidade em particular não têm sido valorizadas. Os trabalhadores da educação têm salários mais baixos que outros trabalhadores do Serviço Público Federal.   No que pese essa questão, outras mais relevantes para a sociedade estão colocadas como a educação pública e o atendimento a saúde com qualidade, que são prioritários para a sociedade através da qualificação da educação e, da excelência de atendimento nos hospitais universitários, golpeados pela atual política do governo Dilma/ PT.

    Diante desse contexto de desvalorização da educação e saúde como serviços prestados pelas Universidades, torna-se importante esclarecer à sociedade, buscando apoio pela melhoria do serviço público das IFES, e desse modo, a categoria vem a público reivindicar:

- Retirada do Projeto de lei (PL 549/2009) que congela os reajustes salariais dos servidores públicos federais por dez anos e suspende o investimento no serviço público (concursos, reajustes salariais, obras, reformas, investimentos), gerando problemas não apenas para os servidores, mas para toda a sociedade, interferindo diretamente na qualidade do serviço oferecido;
- Reposicionamento dos aposentados (mudança na Lei 11.091)
- Retirada do Projeto de Lei (PL) 1749/2011 que privatiza os Hospitais Universitários;
- Concurso público imediato para as IFES;
- Resolução do vencimento básico complementar – VBC;
- Racionalização dos cargos no Plano de Carreira dos Técnicos Administrativos;
- Isonomia salarial e de benefícios, igualando os salários dos servidores da educação aos salários dos demais servidores da União;
- Reajuste salarial – Piso de três salários mínimos e, percentual de 5% na progressão vertical por mérito profissional, no Plano de Carreira dos Técnico-Administrativos em Educação;
- Regime de 30 horas semanais, sem redução salarial (equiparando com outras categorias que já trabalham nesse regime).

    Vale ressaltar que as mudanças na sociedade só acontecem a partir das manifestações dos grupos sociais organizados. A melhoria da qualidade dos serviços prestados à sociedade pelas IFES passa pela mobilização e conscientização das questões que nos atingem.  Por isso, convidamos a sociedade em geral a fazer parte dessa luta, pois o fortalecimento da universidade redunda em benefícios sociais. 



                                                                     COMANDO LOCAL DE GREVE
                                                                         (UFPA/UFOPA/UFRA)

 

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