Qui, 24 de Fevereiro de 2022 09:11

 

Os associados do Sindtifes decidiram em Assembleia Geral, realizada nesta terça-feira (22), pela construção da greve geral unificada dos servidores federais. Em modo presencial, no Hall da Reitoria da UFPA, e por uma plataforma virtual, as técnicas e técnicos-administrativos defenderam o movimento em prol do reajuste salarial emergencial de 19,99%. Foi decidido também que será mantida a posição contrária da entidade aos ataques que a Reforma Administrativa (PEC 32) representa para o serviço público brasileiro.


“Considerando que os salários dos técnicos-administrativos em Educação (TAEs) estão congelados desde 2017, e que nos últimos três anos do atual governo as perdas chegam a 19,99%, o que tem impacto na renda da categoria, a assembleia geral do Sindtifes decide participar dos atos de 8 de março, como agenda de efetivar a campanha nacional Fora Bolsonaro, paralisar e construir protestos de rua contra Bolsonaro no dia 16 de março e deflagrar a greve em 30 de março, caso não haja atendimento de nossa pauta”, informa a coordenação geral do sindicato, em comunicado das resoluções da Assembleia Geral.

 

Sobre a pauta em defesa da jornada de trabalho de 30 horas e contra o ponto eletrônico, os técnicos resolveram que vão manter a pressão sobre as reitorias e intensificar o contato com a base sobre as questões. Os trabalhadores decidiram também que vão continuar atuando contra os aumentos dos preços do Restaurante Universitário (RU) da UFPA, e combatendo o assédio moral e sexual e todas as formas de opressão no âmbito da universidade federal.

 

Fasubra


A Plenária Nacional da Fasubra vai ocorrer nos dias 4 e 5 de março, em modo virtual. Os técnicos do Sindtifes decidiram que sejam incluídas nas negociações com o Ministério da Educação (MEC) e com o Ministério da Economia a revogação das Instruções Normativas (INs) 02/2018 e 125/2021, que implementam o ponto eletrônico e restringem a jornada de 30 horas; a luta pelas 30 horas para todos e todas; a revogação do decreto 10620/21, que passa os aposentados para o comando do INSS; a revogação do decreto 10.185/19, que proíbe concursos em vários cargos TAEs; a realização de novos concursos públicos, inclusive para os cargos terceirizados (auxiliar em administração, auxiliar de enfermagem, serviços gerais, condutor, vigilantes e etc.); a luta pela extinção da EBSERH e pela volta do APH para os TAEs que fazem jornada de 30 horas.

 

 

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