Ter, 23 de Março de 2021 20:16

Muito antes da pandemia o Brasil já estava entrando em colapso. Mulheres, negros, homossexuais, pobres foram discriminados por um candidato à presidência da República, que, infelizmente, se tornou presidente.

Hoje muitos dos que votaram em Bolsonaro já concordam sobre o erro que cometeram. É fato que os mais favorecidos - e mesmo assim nem todos, é importante frisar - votaram nele! Dá para entender porque ricos votaram nele. A classe trabalhadora estava melhorando de vida. Estava sim! Quando tiveram acesso à universidade, quando a inflação estava mais controlada, quando mulheres estavam ganhando mais espaço. As conquistam incomodavam, e ainda incomodam, uma classe que sempre foi acostumada a dominar.

Mas, e os menos favorecidos, qual a razão de terem votado em Bolsonaro? Ele iria governar para a família? De quem? Já que para os pobres não está governando. Não mesmo! Ou porque ele ia acabar com a corrupção? O fato é que não está se esforçando para atingir esses fins.

O fato é que se ele ganhou é porque os menos favorecidos, ludibriados, enganados, também votaram; já que em um país onde a maioria das pessoas são pobres somente o voto de ricos não elegeria o presidente.

Agora está aí o resultado: gás, arroz e feijão subindo, e o preço da carne! Um absurdo. Só não sobe o salário, que só está diminuindo. Se aumentam os preços dos produtos e seu salário não, ou aumenta pouco, sua renda nem cai; despenca.

Minha intenção aqui é refletir e criticar para que em 2022 a população seja mais consciente. É o melhor para todos nós que somos brasileiros, pobres, trabalhadores e que recebemos muito menos do que precisamos. E somos desrespeitados cotidianamente.

Lembro de ter lido um livro há alguns anos, acho que de Erico Verissimo, “Incidente em Antares”. Um personagem diz, mais ou menos, o seguinte: "quando convém a Constituição é consultada e obedecida, quando não convém ela simplesmente é rasgada!". A frase era mais ou menos assim!

Eu acrescentaria que a Constituição muitas vezes é emendada, com emendas que pouco ou em nada favorecem os menos favorecidos! Verdade ou mentira?

Devison Amorim do Nascimento, técnico em Assuntos Educacionais da Biblioteca Central da Universidade Federal do Pará (UFPA).

 

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