Qua, 16 de Setembro de 2020 12:33

 

A uma semana para encerrar o atual mandato da UFPA, pois termina em 23 deste mês, o novo reitor ainda não foi nomeado pelo Ministério da Educação (MEC) na maior universidade do Norte do país. Nesta terça-feira (15), o juiz federal Gilson Jader Gonçalves Vieira Filho, da 2ª Vara Federal Cível da TJPA, negou pedido de liminar feito pelos professores Marcelo Rassy e Márcia Bragança para anular a lista tríplice aprovada pela comunidade acadêmica.


Rassy e Bragança integraram chapa que concorreu à reitoria no Conselho Universitário (Consun), mas a lista tríplice enviada ao governo federal foi encabeçada pelos atuais reitor e vice-reitor, Emmanuel Zagury Tourinho e Gilmar Pereira, que venceram com 93% dos votos (16.963). A chapa de Rassy e Bragança obteve apenas 1.344 votos.


A nomeação do reitor para o mandato de 2020-2024 pode ser publicada a qualquer momento pelo presidente neofascista, Jair Bolsonaro. As expectativas para quem preza pela autonomia universitária, no entanto, não é das melhores. Nesta terça-feira (15), o terceiro colocado da lista tríplice enviada pela UNIFESSPA ao governo federal foi o nomeado, o professor Francisco Ribeiro da Costas.


A lista tríplice dos candidatos mais votados na UNIFESSPA foi enviada ao MEC no último dia 10 de junho. O atual reitor, professor Maurílio de Abreu Monteiro, cujo mandato referente ao quadriênio 2016-2020 termina no mês de outubro deste ano, foi reeleito com 84,4% dos votos válidos. Em segundo lugar, ficou o professor Fábio dos Reis Ribeiro de Araújo, com 8,7% dos votos, e em terceiro Francisco Ribeiro, com 6,9% dos votos.


O Sindtifes repudia a atitude de Bolsonaro, que desrespeita estudantes, técnicos e professores da UNIFESSPA, ao desrespeitar a democracia universitária. Alertamos a sociedade que o mesmo pode ser tentado na UFPA, evidenciando mais uma vez a escalada autoritária do novo governo. Não podemos deixar!

 

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