Qua, 02 de Outubro de 2019 18:19

 

Como parte das atividades da greve nacional da educação de 48 horas, convocada por entidades de todo o país, os estudantes da UFRA realizaram nesta quarta-feira,2, um ato no portão da instituição, em cumprimento ao que foi aprovado em assembleia estudantil.


O movimento foi surpreendido, no entanto, com a presença de uma viatura da polícia federal que portava uma liminar judicial determinando, sob pena de multa de 10 mil reais, a dissolução do piquete de greve dos estudantes. A ação foi provocada pela Reitoria da UFRA, em mais uma atitude que evidencia a sua política de judicialização dos conflitos com movimentos sociais e que reflete a falta de diálogo com as demandas e lutas das categorias da Universidade.


Em um momento político de enormes ataques perpetrados pelo atual governo contra as universidades federais, a exemplo do corte de verbas e de bolsas de pesquisa, é lamentável que um dirigente de uma instituição de ensino atue no sentido de enfraquecer as lutas em defesa da educação.


Os piquetes de greve sempre buscaram respeitar os serviços essenciais, previstos em lei, e são sensíveis às necessidades urgentes de professores, técnicos e estudantes que porventura precisem adentrar a UFRA nesses momentos de paralisação.


A judicialização da greve é uma medida política que atenta contra a luta dos estudantes e trabalhadores e sua auto-organização. Na prática, a ação representa um alinhamento político com o governo Bolsonaro daqueles que deveriam ser protagonistas na defesa da universidade pública.


SINDTIFES.

Belém, 02/10/2019.

 

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