Sex, 26 de Agosto de 2022 17:59

A FASUBRA Sindical (Federação Nacional dos Trabalhadores Técnico-Administrativos das Universidades) participou de mais uma reunião na terça-feira (23/08), em conjunto com as demais entidades que compõem o FONASEFE, no Ministério da Economia. Não houve avanços na reunião que contou com o coordenador-geral de Negociação Sindical no Serviço Público do Ministério da Economia, José Borges de Carvalho Filho, e o diretor de Relações do Trabalho na Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal, Cleber Izzo.

A pauta foi o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2023 e o orçamento reservado para a recomposição salarial das servidoras e servidores públicos federais, além das previsões para a restruturação das carreiras e concursos públicos. O governo ficou de dar uma resposta sobre a reunião de 1º de agosto, que tratou do mesmo assunto, porém, novamente o governo não definiu um percentual a ser colocado na LOA. Segundo falado pelos representantes do governo, o orçamento está em disputa e ainda não chegou ao Congresso Nacional.

Embora o FONASEFE (Fórum Nacional das Entidades Sindicais dos Servidores Federais) tenha apresentado todos os elementos que seriam necessários para apresentar uma proposta à LOA (Lei Orçamentária Anual), com a recomposição salarial, o governo disse que vai se reunir esta semana e dará uma resposta às categorias apenas no dia 31 de agosto.

A Direção Nacional da FASUBRA, após mais essa negativa do governo reacionário de Bolsonaro, indica que “a resposta deve ser nas ruas e cobrando os parlamentares contra mais este descaso com as trabalhadoras e trabalhadores e com o serviço público”. E aponta para a próxima semana, de 29 de agosto a 2 de setembro, uma nova semana de mobilizações em defesa dos serviços, das servidoras e servidores, em Brasília.

PRESSÃO DEVE SER COM GREVE! A FASUBRA PRECISA ORGANIZAR A LUTA POR REAJUSTE

O Sindtifes entende que a proposta de recomposição salarial só será incluída na LOA de 2023 com aumento de pressão sobre os parlamentares e o governo. No entanto, discordamos da forma de “pressão” feita pela FASUBRA, ANDES, CUT e demais entidades sindicais nacionais que compõe o FONASEFE, que se restringe a pequenos atos em Brasília e a conversas com parlamentares.

Essa tática foi usada no primeiro semestre e levou os servidores públicos federais à derrota, a não ter nenhum tipo de reajuste salarial emergencial para 2022. Bolsonaro, inclusive, tem citado que não deu reajuste aos policiais por causa da ameaça de greve de outras categorias. É possível perceber que se tivéssemos construído uma greve nacional teria sido possível arrancar, pela luta, algum reajuste desse governo inimigo dos servidores.

Portanto reafirmamos: é necessário que a FASUBRA, Andes, as centrais sindicais e demais entidades apostem nas lutas, em passeatas, paralisações e uma forte greve nacional para conquistar a recomposição salarial em 2023. Não nos basta esperar para votar em dois de outubro, é preciso lutar e fazer unificadamente com outras categorias que estão em mobilização como petroleiros, trabalhadores dos Correios e bancários. Somente nesses quatro anos de governo Bolsonaro nossas perdas devem chegar a 32%, segundo cálculos feitos pelo Dieese. Não podemos aguentar mais um ano com salários congelados.

Foto: Ascom FASUBRA

Texto: Ascom Sindtifes, com informações da FASUBRA

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