Sex, 13 de Maio de 2022 17:35
Em assembleia geral do SINDTIFES-PA realizada no dia 20/4, deliberamos por consenso reivindicar da direção da FASUBRA a convocação de uma Plenária Nacional de emergência. A resolução foi votada porque a categoria quer debater sobre os rumos da nossa campanha salarial à luz da nova conjuntura (não temos nenhuma proposta oficial do governo, nem mesmo os míseros 5% colocados na mídia; a greve do INSS e os indicativos de greve do ANDES – docentes - e Sinasefe - taes e docentes do IFs – para os dias 23 e 16 de maio, respectivamente).
Várias entidades sindicais da base da FASUBRA também estão reivindicando a realização da plenária porque se existe indicativo de unidades dos professores das federais e dos IFs, precisamos também discutir a nossa participação no movimento nacional de greve. A direção do SINDTIFES-PA tem o entendimento de que a greve é a única solução nesse momento para arrancar qualquer centavo desse governo e por isso está mobilizando e debatendo com a categoria nos locais de trabalho (se você quiser fazer reunião no seu setor, entre em contato conosco).
A reivindicação sobre a data da Plenária Nacional se faz necessária porque diretores da FASUBRA ligados à CUT e CTB votaram por maioria na última reunião da direção que nossa plenária será somente em junho. Se deixarmos para nos posicionar somente em junho, perderemos qualquer oportunidade de construir uma greve nacional unificada, no mínimo da educação. Por isso seguimos defendendo o que foi votado nas nossas últimas assembleias: mais empenho da direção da FASUBRA, do ANDES, do SINASEFE, da CONDSEF, da CUT e da CTB e demais entidades na construção da greve unificada em defesa do nosso reajuste salarial de 19,99%.
O país tem dinheiro para garantir nosso reajuste e a melhoria dos serviços públicos!
Dia 28 de abril, técnico-administrativos (as) fizeram uma forte paralisação a nível nacional. Nas bases do SINDTIFES-PA (UFPA, UFRA, UNIFESSPA e UFOPA), tivemos bom dia de luta que mostrou a indignação da nossa categoria com a situação atual e a vontade de lutar pela recomposição salarial de 19,99% e contra a Reforma Administrativa do governo Bolsonaro.
Apesar das mentiras do presidente e do Guedes, lutamos porque sabemos que o país tem sim dinheiro para garantir nosso reajuste e para investir nos serviços públicos. O que ocorre hoje é que a prioridade do governo é garantir os lucros de banqueiros e grandes empresários via pagamento da dívida pública. Esse ano será 56% do orçamento para esse fim. Algo em torno de R$ 2,4 trilhões. A nossa luta pode inverter essa prioridade!
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