Qua, 14 de Julho de 2021 11:49

 

A Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) sofreu nesta terça-feira, 13 de julho, mais um duro golpe a sua autonomia, dentre os vários que têm sido desferidos pelo governo Bolsonaro às universidades federais brasileiras. Desde o início de seu governo, Bolsonaro e seus asseclas têm feito empenho pela difamação das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), além de colocá-las na rota da privatização, através do programa Future-se.

Desta vez, tal como já ocorreu em 25 outras IFES, Bolsonaro nomeou para a Reitoria da UFRA uma candidata que não foi a primeira colocada para o cargo na escolha da comunidade universitária, a professora Herdjânia Veras de Lima. Temos constatado que já é prática recorrente desse governo, a ruptura ao respeito às comunidades universitárias, quanto a suas escolhas para o cargo de reitor(a), resultante do democrático debate interno nas IFES.

Esse é mais um sintoma das práticas autoritárias desse governo, que tenta aplicá-las a todo custo no interior das instituições, através de pessoas de sua confiança, indicadas para ocupar cargos. O Sindtifes repudia mais essa afronta à autonomia universitária e defende intransigentemente o respeito à democracia expressada pela comunidade ufraniana.

O sindicato reconhece que a candidata mais votada pela comunidade, que é a professora Janae Gonçalves, representa uma gestão com a qual não concordamos e inclusive a criticamos no que tange ao respeito à dignidade de nossa categoria, que sofreu assédio moral por parte de membros e aliados da gestão; que a atual gestão não demonstrou apego à democracia, ao interferir na escolha de representante dos técnicos-administrativos, desprezando sua autonomia; que tentou aniquilar o voto paritário, diminuindo a importância da categoria nas decisões; que aproveitou a MP 914/2019 de Bolsonaro para nomear diretora de campus; que fez empenho para normatizar barreiras à atuação do Sindtifes na organização da categoria e, ainda por cima, tentou intimidar sua direção através de ações na Justiça.

Mas apesar dessa compreensão, esta Direção seguirá firme na defesa da democracia e contra o autoritarismo do governo, reafirmando que a reitora eleita deve ser a reitora empossada.

A legalidade contida no ato de nomeação de qualquer outra candidata que não tenha sido a mais votada, bem como as divergências que temos com esta última não pode servir como justificativa para aceitar qualquer afronta aos princípios da democracia.

Quem não foi a escolhida pela comunidade ufraniana, que não aceite assumir a Reitoria.

#ReitoraEleitaReitoraEmpossada

#NãoAoGolpe

 

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