Seg, 07 de Setembro de 2020 14:11

Muitas mentiras estão sendo contadas para que o governo federal consiga trocar servidores concursados por cabos eleitorais. A proposta de Reforma Administrativa de Bolsonaro traz armadilhas usadas para desmontar a contratação por mérito e facilitar o aparelhamento da máquina pública por políticos e empresas.


Vamos analisar 7 mentiras sobre o funcionalismo:


MENTIRA nº1: “O Brasil tem muitos servidores públicos”.

Não é verdade. Em levantamento feito pela Organização e Cooperação pelo Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 30 países analisados, o Brasil foi apenas o 26º no tamanho do serviço público.


MENTIRA nº 2: “Todo servidor ganha muito”.

A verdade é que, dos servidores do Poder Executivo, metade ganha menos que R$ 2.589 e a grande maioria (75%) ganha menos que R$4.621. Os salários mais elevados estão no Poder Judiciário e no Poder Legislativo, que não são visados pelo governo.


MENTIRA nº3: “Servidores públicos ganham mais do que no setor privado”

Essa é uma informação distorcida. A comparação precisa ser feita com os salários pagos a trabalhadores mais qualificados, e não pelo salário médio. Por exemplo, a média do trabalhador brasileiro com ensino superior é de R$4.997, enquanto a média salarial dos servidores públicos é, de R$ 4.205.


MENTIRA nº 4: “As despesas com pessoal do governo estão fora de controle”.

Mentira. As despesas com pessoal e encargos da União se encontram hoje no mesmo patamar de vinte anos atrás (4,4% do PIB), como mostra o Atlas do Estado Brasileiro, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).


MENTIRA nº 5: “Servidores têm reajuste automático”.

Não existe reajuste automático. Como em qualquer atividade, os trabalhadores do setor público podem pedir aumento, mas o patrão (Governo) não é obrigado a dar. Veja a notícia: https://www.metropoles.com/brasil/servidor-brasil/para-stf-executivo-nao-e-obrigado-a-fixar-reajuste-anual-de-servidor


MENTIRA nº6: “Todo servidor tem aposentadoria integral”.

Desde a Emenda Constitucional 41/2003, os trabalhadores que ingressam no serviço público não possuem direito à aposentadoria integral. Eles contribuem sobre seus salários e só podem receber até o limite dos benefícios pagos no regime geral da previdência. Quem recebe mais tem que contribuir à parte para um Fundo de Pensão (FUNPRESP).


MENTIRA nº7: “Servidores não podem ser demitidos”.

Desde 2003, a CGU já demitiu 4.202 servidores federais, por motivos de corrupção, falta ao serviço, incompetência, entre outros. A estabilidade no serviço público serve para impedir que os políticos que ocupam cargos de chefia chantageiem seus subordinados com ameaça de demissão. Ou seja, a estabilidade evita a corrupção.

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