Ter, 10 de Março de 2020 16:58

 

Assédio não é mimimi. É por isso que o Conselho Universitário (Consun) da UFPA decidiu, no dia 3 deste mês, implementar uma política institucional séria contra assédios, discriminações e todos os tipos de violência. A aprovação unânime do documento, com 79 votos a favor, é prova da relevância da temática.

A proposta inicial da política foi elaborada pelo Sindtifes em parceria com a Assessoria de Diversidade e Inclusão Social (ADIS) da Reitoria da UFPA. O conjunto de resoluções visa construir uma cultura institucional pautada pelo respeito mútuo, equidade de tratamento e preservação da dignidade das pessoas.

A coordenadora geral do Sindtifes, Taís Ranieri, comemorou a aprovação do “instrumento útil na prevenção e combate ao assédio moral, sexual e de todas as formas de discriminação na UFPA”. Para a dirigente, o contexto político atual do Brasil, sob a ameaça de fascismo que Bolsonaro representa, pede políticas dessa natureza.

“Em um ambiente em que o próprio presidente da República estimula a violência e a discriminação contra os segmentos sociais historicamente oprimidos, esperamos que esta política seja um ponto de apoio para a luta contra todas as formas de opressão dentro e fora da universidade”, defendeu durante a votação.

Dentre outras determinações, o artigo 8º do documento estabelece que as denúncias de casos de discriminação, assédios e outras formas de violências devem ser formalizadas por escrito na universidade e encaminhadas, preferencialmente, para subunidades ou órgãos que solicitarão para as unidades as devidas providências.

“Qualquer pessoa que se sinta vítima ou testemunhe atos que possam configurar modalidade de assédio ou discriminação no ambiente do trabalho poderá encaminhar a notícia desses atos por intermédio de seu sindicato”, diz ainda o documento.

 

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