Qua, 10 de Julho de 2019 12:08

Apesar do desempenho da Ouvidoria do Complexo Hospitalar Universitário (CHU) ter sido comemorado em matéria jornalística publicada no portal da UFPA, os números demonstram que não há motivo para festejar. É o que afirma uma servidora do hospital Barros Barreto em depoimento ao Sindtifes, que preferiu não se identificar.


“Essa (a falta de transparência) é a marca mais forte de Paulo Amorim à frente do complexo hospitalar da UFPA. A falta de transparência pode ser mensurada em números ao se observar o Painel da Lei de Acesso à Informação”, afirma em texto.


De acordo com a funcionária pública, acessando o Painel de Acesso à Informação é possível perceber que de 2014 até 2019, a Ouvidoria da CHU recebeu 103 pedidos de informação, demorando em média 193,93 dias para responder, o que a coloca em último lugar no ranking de tempo de respostas, apesar das poucas solicitações.


“Observando os mesmos anos que a matéria da assessoria de comunicação do Complexo, 2018 e 2019, vê-se que no ano passado foram 32 pedidos e o tempo médio de resposta foi de 253,2 dias, ficando na posição 301/303. Este ano foram registrados 18 pedidos, tendo o tempo médio de resposta realmente caído para 56,81 dias, mas deixando o CHU em último lugar no ranking. Ou seja, não há o que comemorar”, critica.

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