Qua, 05 de Setembro de 2018 13:19

Os trabalhadores das instituições federais de ensino superior no estado do Pará, reunidos em assembleia geral do Sindtifes nesta quarta-feira, 5 de setembro, repudiam a tentativa de criminalização da luta dos técnico-administrativos em educação expressa pela Reitoria da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

A administração superior solicitou na Justiça a expedição de interdito proibitório (confira aqui) contra o fechamento de portão da instituição nas atividades de paralisação e greve da nossa categoria, sob pena de multa para o sindicato.

 


Trata-se de uma medida absurda, que joga contra a luta dos trabalhadores, que, por sua vez, é em defesa das universidades e dos direitos dos servidores públicos federais. As atividades de fechamento de portão visam fortalecer as paralisações e lutas contra o arrocho salarial e o desmonte da universidade pública. Nunca esse tipo de ação, bastante episódicas e pontuais, impediu o funcionamento dos serviços considerados por lei como essenciais e sempre teve sensibilidade com as atividades que requerem o acesso da comunidade às universidades.


É a primeira vez que um dirigente da instituição aciona a justiça para impedir a luta dos trabalhadores. Estranhamos que o reitor não tenha o mesmo empenho em judicializar as arbitrariedades que ocorrem na instituição, como o recente escândalo de ameaças de estupro no interior da universidade ou os ataques que o governo ilegítimo de Temer desfere contra a universidade pública.


Lutar é direito. Não é crime!

Contra a criminalização dos movimentos sociais.


Assembleia geral dos trabalhadores das instituições federais de ensino superior no Pará.

Belém, 5 de setembro de 2018

 

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