Ter, 03 de Julho de 2018 11:29

O portal de notícias DOL publicou no último domingo, 1, uma matéria jornalística que narra um caso de injúria racial ocorrido na Universidade Federal do Pará (UFPA). De acordo com o site, um estudante de economia, que teve seu nome preservado, registrou denúncia no dia 14 de junho, em Belém. Os acusados de cometer a injúria, segundo o Boletim de Ocorrência, mantém um grupo de WhatsApp no qual os membros falam sobre estudantes e servidores.


O estudante, que é de origem quilombola, relatou que um dos membros do grupo citou seu nome e disse que ele “pinta uma de branco e pede paz”, em resposta a uma postagem feita pela vítima nas redes sociais. A outra mensagem racista, escrita por outro participante do grupo, diz: “Às vezes me sinto mal de olhar para um negro”. A descoberta do grupo só foi possível porque um dos participantes deixou a tela de um computador aberta e a janela principal era do WhatsApp Web.


Ainda segundo o portal de notícias, “pelo menos seis pessoas que participam do grupo foram reconhecidas pela vítima”, incluindo uma técnica-administrativa da UFPA. Em nome de seu importante papel de representar os servidores das universidades federias do Pará, o Sindtifes repudia declarações como as encontradas no grupo da rede social e apoia todas as formas de denúncia e combate ao racismo na instituição.

 

Nota de esclarecimento

 

Em nota enviada ao Sindtifes, a advogada Georgia Moura, representante dos supostos acusados de cometer o crime, informa que, "após ouvidas todas as pessoas interessadas, o IPL teve sua conclusão em 28 de junho e a delegada responsável pelo caso entendeu que as provas carreadas no bojo da investigação não caracterizaram o crime de injúria racial".

 

A advogada afirma, sobre as mensagens de Whatsapp, que "o denunciante divulgou apenas o que seria de seu interesse para que quando pessoas de fora tomassem conhecimento chegassem à conclusão que, de fato, houve o crime de injúria racial". E ,"de forma tendenciosa", ainda segundo a advogada, "a suposta vítima e o jornal em questão publicaram para fins sensacionalistas".

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