Seg, 25 de Junho de 2018 13:49

 

O Sindtifes promoveu na última quarta-feira, 20, uma atividade de formação sobre assédio moral voltada aos servidores do campus de Ananindeua da UFPA. O sindicato foi representado pelo coordenador da seção sindical da Universidade Federal do Pará (UFPA), Miguel Guimarães, o coordenador de Combate às opressões e assédio moral, André Carvalho, e pela assessora jurídica do Sindtifes, Roberta Dantas.


 

Desde às 10h, os técnico-administrativos da unidade puderam relatar suas experiências e tirar dúvidas sobre a temática. De acordo com Miguel Guimarães, a gestão atual do Sindtifes, Autonomia e Luta, assumiu como compromisso programático a realização frequente de debates e outras ações informativas sobre o assédio moral no serviço público. Os espaços de discussão também devem tratar de outros tipos de assédio, como o assédio sexual.


 

“O assédio moral geralmente está relacionado a outros tipos de assédio, por isso não devemos tratá-lo como um problema isolado. A intenção do Sindtifes é realizar outros eventos como esse”, informou Miguel Guimarães. As atividades deverão chegar nos outros campi da UFPA, assim como nas unidades educacionais da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e da Universidade do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa).


No dia 21 de maio, o Sindtifes promoveu debates sobre o assédio moral na UFRA e na UFPA. A psicóloga Laura Nogueira, da Fundacentro do Pará, esteve presente na ocasião e considerou que o assédio moral é um problema que foi agravado pelo avanço do projeto neoliberalista no Brasil.


“Precisamos parar de achar que o assediador é alguém que tem alguma inclinação para ser assim. O assédio moral é um problema organizacional, que pode ser encontrado em todos os tipos de organização hoje”, afirmou a psicóloga.

 

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