Seg, 11 de Dezembro de 2017 11:52

Os técnicos-administrativos da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) realizaram assembleias gerais nesta quinta-feira, 7, com o intuito de avaliar as greves deflagradas nas instituições no dia 10 de novembro e debater os rumos dos movimentos paredistas. Os encaminhamentos foram distintos.

Os trabalhadores da UFPA decidiram manter a greve, enquanto que na UFRA ela será suspensa. A greve foi orientada pela Federação dos Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), em todo o país, e tinha como um dos objetivos o início de uma greve geral com todas as categorias de trabalhadores, o que não ocorreu.

A partir de documento da Fasubra que orientava o debate em torno da suspensão da greve e da intensificação das manifestações contra a Reforma da Previdência, os técnicos das universidades discutiram, avaliaram e encaminharam sobre a questão. Na Ufra, 28 técnicos votaram pela suspensão e 6 pela manutenção. Já na UFPA foi diferente: 32 trabalhadores votaram pela manutenção da greve e 22 pela suspensão.

 

“Não considerar os contextos é um grave erro e apostar que a greve da Fasubra tem a responsabilidade em responder a todas as pautas gerais do funcionalismo é um desequilíbrio de análise”, considerou a declaração da coordenação geral da Fasubra na última semana. Seguindo a indicação da federação, o Sindtifes realizou as assembleias e os trabalhadores das bases das universidades decidiu, em consonância com as experiências dos técnicos ao longo do tempo da greve, os rumos do movimento paredista nas instituições.

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