Qui, 14 de Setembro de 2017 13:12

A Paralisação Nacional do dia 14 de setembro, quinta-feira, reuniu trabalhadores de diversas categorias em todos os estados do país. Em Belém e Santarém, os manifestantes do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado do Pará (Sindtifes-Pa) desenvolveram atividades de mobilização e reivindicação durante todo o dia.

 

Os técnicos-administrativos foram às ruas exigir a revogação da Reforma Trabalhista, da proposta de Reforma da Previdência e o fim dos cortes no orçamento da educação. Na UFPA e na Ufra, em Belém, as ações foram iniciadas às 5h com o fechamento dos portões. Às 9h, os trabalhadores foram à concentração de dois atos públicos: um na sede do Tribunal Regional do Trabalho, na Praça Brasil, e outro em frente ao prédio da Secretaria de Educação do Pará (Seduc), na Rodovia Augusto Montenegro. Na Ufopa, em Santarém, os servidores também paralisaram e realizaram panfletagem às 8h.

 

Moacir Miranda, da Coordenação de Assuntos Jurídicos do sindicato, considerou o movimento importante e vitorioso. “Tudo ocorreu como planejado, pois realizamos a paralisação nas universidades e fortalecemos também as lutas das outras categorias. Nós acreditamos que a unidade dos trabalhadores é fundamental para barrar as retiradas de direitos do governo”, avaliou. Na Seduc, os professores da rede estadual ocuparam o prédio e exigiram o pagamento do piso salarial nacional.

 

Ataques

 

A situação da educação pública no Brasil é grave. Em 2017, o custeio das universidades federais foi reduzido em R$ 1,7 milhões e os investimentos tiveram queda de R$ 40,1 milhões. Para a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a redução e contingenciamento comprometem a expansão, consolidação e funcionamento das instituições federais de ensino. Por isso, o Sindtifes convoca: não podemos sair das ruas!

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